Ultimamente temos tido uma autêntica maratona de concertos espectaculares em Lisboa. Em semanas consecutivas, tivemos Black Lips, Jose González, The National e na próxima semana… Animal Collective. Como a minha vida não é só escrever para aqui, tem sido impossível postar sobre todos estes concertos onde (muito felizmente) estivemos. Mas tinha de dizer qualquer coisa sobre os The National, ontem, na Aula Magna.

Eu pessoalmente acho que a Aula Magna é o pior espaço em Lisboa para acolher bandas Rock. Foi perfeitamente adequada a Jose González, mas estragou completamente o ambiente de, por exemplo, Spoon. The National mostraram ontem porque são actualmente uma das mais respeitadas bandas de música alternativa americanas.

Alternaram, sem nunca perder o interesse do público, o seu repertório entre temas do seu trabalho mais recente (Boxer) e do álbum de estreia (Alligator). Para os presentes que só conheciam Boxer através do single Fake Empire (em parte graças à constante rodagem na Radar), de certeza que o concerto de ontem abriu o apetite para se descobrir Alligator. A banda de Cincinnatti levou uma Aula Magna esgotada ao rubro com interpretações intensas e honestas de canções como Mr. November, Abel e Squalor Victoria… Provando que apesar da conotação melancólica e passiva que os seus últimos trabalhos granjearam, têm muita adrenalina na sua música. Numa nota mais calma, a banda também encantou em momentos como Ada e Racing Like A Pro.

Não há nada de menos bom que me ocorre sobre o concerto de ontem. Todos eles tocaram com paixão, entre as músicas Matt Berninger recordou com agrado a primeira vez que tocou em Portugal e jocosamente comparou a Aula Magna à sala de conferências das Nações Unidas: (“I feel like I should be passing a resolution or something”). A música foi triste, foi alegre, foi apaixonada e foi sincera. Não foram milhares de pessoas à chuva a cantar todas as letras de todas as canções como foi The Arcade Fire em 2007, mas foi igualmente especial.

Nota: 9.5

Which Will.

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