- Errors – It’s Not Something But It Is Like Whatever
Sendo protégés pessoais das lendas de post-rock Mogwai e fazendo parte das fileiras da sua própria editora, Rock Action, os Errors são mais uma agradável surpresa a aparecer na ‘cena’ musical de Glasgow. Tal como os Mogwai, a música dos Errors dá um papel central à proficiência dos instrumentais, mas ao contrário dos patrões, os Errors privilegiam música com tanto de tecnicamente admirável como dançável. Nesse aspecto, os Errors assumem-se mais como similares aos americanos Battles que propriamente à música escocesa, mas o resultado é igualmente espantoso.
Pontos Altos: Dance Music, Toes.
- 2562 – Aerial
Sim, é verdade. O dubstep internacionalizou-se. O aparecimento de Aerial, o disco de estreia de Dave Huismans, belga sediado em Haia, mostra isso mesmo. A sua abordagem não será tão ornamentada como a de Burial por exemplo, mas apostará no hipnotismo minimalista de Echospace. Contudo, o que acaba por atrair em Aerial não é tanto a sua vertente dubstep, mas antes a forma como explora o seu minimalismo e os seus silêncios.
Pontos Altos: Moog Dub, Channel Two.
- Have A Nice Life – Deathconsciousness
Provavelmente entre todos estes discos, o álbum de estreia dos Have A Nice Life, que se assumem como um cruzamento entre My Bloody Valentine, Joy Division e os doom drones dos Sunn O)), é o mais injustiçado de todos. “Our songs are too fucking brutal for myspace”, diz a banda no seu myspace, por isso não será lá que conseguirão grandes informações, mas eu até teria alguma confiança em dizer que Deathconsciousness, que assume o formato de duplo álbum, será o disco mais estruturado, construído, assustador e rockeiro que ouvirão todo o ano.
Pontos Altos: Bloodhail, Waiting for Black Metal Records to Come in the Mail.
- Hilotrons – Happymatic
Já não se dá tanto valor a boa música pop hoje em dia. Nas listas de fim de ano, os álbuns de pop realmente bom e bem estruturado nunca merecem mais do que uma nota de rodapé. Happymatic é ao mesmo tempo um álbum assumidamente poppy e um que é facilmente do melhor que será lançado este ano. Por essa razão se torna ainda mais difícil de compreender a sua relativa obscuridade. Mas uma coisa é certa, uma banda que consegue compor músicas tão ridiculamente viciantes como Emergency Street ou Big Plans só merece exposição.
Pontos Altos: Emergency Street, Lovesuit.
- Lucky Dragons – Dream Island Laughing Language
Com um total de 22 músicas, o novo disco dos Lucky Dragons, o alias do produtor e one-man-band Luke Fishbecks, não é um álbum no convencional significado da palavra, mas antes uma sinfonia de uma orquestra seriamente perturbada da cabeça. Mas Dream Island Laughing Language percebe e actua naquilo que os seus predecessores tinham falhado, e a sua grande vantagem acaba mesmo por ser a sua consistência.
Pontos Altos: Morning Ritual, Givers.
- Pyramids – Pyramids
Os texanos Pyramids, aqui no seu homónimo disco de estreia, fazem música de outro mundo, ou como talvez prefeririam, música do ‘grande desconhecido’. A sua sonoridade é etérea, incrivelmente absorvente e muito difícil de categorizar, mas isso não seria propriamente o que esperaríamos ao olhar para a duração das faixas. Apesar de concisas (nunca chegando aos 4 minutos), não são músicas de qualquer maneira, pelo menos não parece ser essa a maneira como a banda se pretende expressar. As comparações com bandas como Fuck Buttons ou Panda Bear acabam por ser inevitáveis, mas redutoras.
Pontos Altos: Sleds, The Echo Of Something Lovely.
- Vapnet – Döda Fallet
Os Vapnet são consideravelmente mais fáceis de categorizar, mas definitivamente não menos impressionantes. A cena sueca de indie pop doce e suave conheceu o seu líder com a crescente popularidade internacional de Jens Lekman, oriundo de Gotemburgo e escrevendo música sobre o bairro de Kortedala, mas definitivamente não se esgota com ele. Já tendo tocado com Lekman, os Vapnet têm um olho muito peculiar para as melodias, que já tinham mostrado nos seus dois álbuns anteriores, mas, agora com banda completa e com tempo de estúdio, Döda Fallet é o fantástico resultado do último dos Vapnet.
Pontos Altos: Plötsligt Händer Det Inte, Nyår.
Harvest Breed.