Depois de um período de férias (até gente como nós merece desanuviar), estamos de volta. Estivemos no festival de música Way Out West em Gotemburgo, na Suécia, a ver música ao vivo umas 16 horas por dia e preparámos para vós, ávidos leitores do volume/tone, um pequeno resumo das actuações que vimos. Na sua maioria, podemos dizer que tivemos a sorte de ver grandes artistas que dificilmente viriam a Portugal nas circunstâncias actuais – alguns deles já seguíamos há algum tempo, outros apenas tínhamos alguns conhecimentos soltos. Podem encontrar o cartaz completo do festival em http://wayoutwest.se/english .
No Age, 7 de Agosto de 2008, no bar Pustervik
O primeiro concerto que assistimos do WOW trouxe a banda de Los Angeles No Age a um bar escuro e mal ventilado da cidade. Tendo em conta o facto de ser a primeira noite do festival, numa noite chuvosa, com uma banda indie/hardcore semi-obscura a ser cabeça de cartaz num barzeco, esperávamos um público de não mais de 30 curiosos sem muito entusiasmo – o que seria o mais provável acontecer em Portugal. Estávamos tão enganados. Contávamos poder ver a primeira parte com Mae Shi e Health, mas o bar estava sobrelotado e a fila para entrar quase dava a volta ao quarteirão. Costuma dizer-se que os públicos nórdicos são frios e pouco expressivos – as primeiras palavras de No Age ao subir a palco foram “We’re gonna need you to fuck shit up tonight”, e foi isso que aconteceu. O mosh só parava para se aplaudir entre as músicas e com a banda a menos de 1 metro do público, voava suor, guitarras, cerveja e pessoas num sitio onde sequer respirar era difícil. Imaginámos que era impossível que toda a gente que ali estava conhecesse a discografia de No Age, mas isso era irrelevante – toda a gente naquele bar completamente cheio estava a apreciar a música como se fossem fãs de longa data. Vimos um sueco calvo e maneta a fazer stage diving de tronco nu – duas vezes. Foi o tipo de concerto que fazem lendas.
Which Will.