13
Dez
11

As 20 Melhores Músicas de 2011

 

20 – Actress – Rainy Dub [Rainy Dub 12'']

É complicado explicar porque é que se gosta de algo assim. O que é, aliás, um sentimento normal ao ouvir Actress. Rainy Dub parece material tirado mais dos seus tempos antigos do que a sua produção recente, mas para uma faixa que se afiguraria relativamente dispensável, é perturbadoramente viciante.

 

19 – Mikal Cronin – The Way Things Go [Mikal Cronin]

Companheiro de luta de Ty Segall, Mikal Cronin lançou finalmente o seu disco de estreia este ano, com pouca pompa e ainda menos circunstância. The Way Things Go é uma faixa de conclusão se alguma vez ouvimos alguma: o seu feel de fim de festa e os seus assobios castiços devem atrair os amantes do rock throwback quanto baste.

 

18 – Blu – Hours [No York!]

Na maré de produtores caseiros de hip hop agora a a enfrentar uma era de absoluto reconhecimento, Blu tem passado relativamente despercebido. No seu Hours não há nada que não aconteça: samples uns em cima dos outros, vozes indiscerníveis que se vão revelando. Um pouco como este tema.

 

17 – DJ Rashad – Love U Found [Just A Taste]

Na sua cidade natal de Chicago, DJ Rashad é o que chamaríamos um verdadeiro herói local. Pioneiro do footwork e lutador incansável pelo seu reconhecimento, Rashad não deixa de estar aberto a desvios da forma como poucos outros estão. Com um sample de Michael Jackson, esta música é um fantástico exemplo disso mesmo.

 

16 – Sepalcure – Pencil Pimp [Sepalcure]

A colaboração entre Travis Stewart (Machinedrum) e Praveen Sharma pode ter oferecido resultados inconsistentes, mas o talento junto é mais que suficiente para criar pérolas como Pencil Pimp. Uma produção cuidadosa e um sample vocal a fazer lembrar o trabalho a solo de Stewart são mesmo mais que suficientes.

 

15 – Old Apparatus – Side A [Old Apparatus]

Old Apparatus é um projecto relativamente desconhecido que acabou por surgir nos radares de muitos com este 12”. Com uma capacidade admirável para fazer confluir o ambientalismo doom de uns Demdike Stare ao mais tradicional da batida dance fragmentada, este Side A é uma das boas surpresas do ano.

 

14 – Royal Headache – Never Again [Royal Headache]

Australianos com um pendor por rock de garagem revivalista não tem muitas oportunidades para se dar a conhecer. Mas o que faz deste Never Again uma das melhores músicas de rock dos últimos anos é a voz cristalina, quase croon, do frontman Shogun. E uma composição como mandam as regras.

 

13 – Peverelist – Dance Til The Police Come [Dance Til The Police Come 12'']

Dance Til The Police Come é uma das faixas mais interessantes do ano. Habitando vários estilos e géneros em simultâneo, acaba no fim por não se ficar por nenhum: a batida jungle inicial junta-se aos laivos de dubstep mais à frente e a um sintetizador declaradamente house.

 

12 – Sun Araw – Impluvium [Ancient Romans]

Apesar dos quase sete discos em apenas três anos, o californiano Cameron Stallones acaba por conseguir, com o seu mais recente disco Ancient Romans, apagar a imagem tépida do seu antecessor, On Patrol. Como peça central, Impluvium é um verdadeiro jam.

 

11 – Wilco – The Art Of Almost [The Whole Love]

Não é propriamente novidade, mas é bom saber que os Wilco ainda são capazes de fazer álbuns como este e especialmente músicas como esta. Aqui se junta o ouvido melódico de Jeff Tweedy com o baixo profundo de John Stirratt, a bateria invulgar de Glenn Kotche e os solos de guitarra devastadores de Nels Cline.

 

10 – Deadboy – Ain’t Gonna Lie [Here 12'']

Deadboy conseguiu algum reconhecimento com este 12”, mas muito desse reconhecimento acabou por recair no também impressionante Wish You Were Here. Ainda assim, é no lado B, Ain’t Gonna Lie, um número frio e pleno de soul, que está o prémio.

 

9 – Atlas Sound – Terra Incognita [Parallax]

Apesar de uma evidente homenagem aos Stereolab e a Trish Keenan dos Broadcast, a quem, de resto, dedica Parallax, Bradford Cox consegue mais uma vez ocupar um espaço já ocupado sem parecer que o faça. Terra Incognita faz de uma coda sonhadora e uma performance vocal peculiar o ponto alto de Parallax.

 

8 – Kahn – Like We Used To [Like We Used To 12'']

O single de estreia de Joseph McGann, Kahn, para a Punch Drunk fê-lo voltar às suas origens: uma tradicional faixa de um dubstep fracturado e distante, com samples vocais meticulosamente trabalhados. A certa altura surpreende-nos.

 

7 – Oneohtrix Point Never – Replica [Replica]

O fascínio de Daniel Lopatin pela memória humana assume muitas facetas na sua música. Às vezes faz-se de revivalismo pop, como em Games ou em Ford & Lopatin, mas no seu projecto pessoal faz-se acima de tudo de um emaranhado de novelos avulsos e imprevisíveis. Este Replica está tão longe da sua faixa de abertura para Returnal, Nil Admirari, como nunca outra faixa sua esteve.

 

6 – Bill Callahan – Riding For The Feeling [Apocalypse]

E assim continua o casamento de Bill Callahan com uma produção mais polida. Apesar de não ser uma condição imprescindível para apreciar músicas como Riding For The Feeling, a frieza subreptícia da sua música sai valorizada como nunca antes. Ajuda que Callahan não tenha perdido o jeito.

 

5 – Wild Beasts – End Come Too Soon [Smother]

A gradual transição de banda de cabaret inclassificável que os Wild Beasts eram em Limbo, Panto para a fria máquina de pacientes clímaxes de guitarra como é aqui com este End Come Too Soon pareceu ter sido feita quase da noite para o dia, mas é complicado encontrar alguém a fazer isto tão bem nos dias que correm.

 

4 – Machinedrum – Come1 [Room(s)]

Talvez não haja outro álbum tão desafiante quanto Room(s), lançado neste ano. Come1 é quase um exhibit A nesse sentido. Samples que surgem das proveniências mais improváveis, viragens de ritmo súbitas e periclitantes, o James Brown, pianos insistentes, outros complexos e um suave final. Chega.

 

3 – Blawan – Getting Me Down [Getting Me Down 12'']

Não vale a pena dar a volta ao assunto: grande parte do que esta faixa consegue ser é produto do seu sample vocal furioso e orelhudo. Ainda assim, é depois de ouvirmos o original, uma balada R&B dos anos 90 da cantora Brandy, I Wanna Be Down, que ganhamos um renovado respeito pelo trabalho de Blawan nesta faixa. Uma descoberta impressionante e uma roupagem que se aproveita dela.

 

2 – Burial – Stolen Dog [Street Halo EP]

O regresso de Burial, de tão aguardado que era, acabou por não ter sido em formato de álbum nem parece que vá ser tão cedo, anunciado que está outro EP para o início de 2012. Sim, Stolen Dog é mesmo um lado B da mais convencional Street Halo, uma faixa que acaba por nos levar mais aos primórdios de Will Bevan enquanto produtor. Mas talvez seja este o seu trabalho mais conseguido até à data. Mais do que tudo o resto, evidencia a maturidade que não tinha antes, nem mesmo em Untrue.

 

1 – Kendrick Lamar – Hiiipower [Section 80]

“A lot of people don’t understand. They think it’s just a song. It’s really a big movement that we’ve got in L.A. that’s spreading like wildfire. Hiiipower: the three i’s represent heart, honor and respect. That’s how we carry ourselves in the streets, and just in the world, period. Hiiipower, it basically is the simplest form of representing just being above all the madness, all the bullshit. No matter what the world is going through, you’re always going to keep your dignity and carry yourself with this manner that it don’t phase you. Whatever you think negative is in your life. Overcoming that and still having that self-respect.”

 
Harvest Breed.


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